Orlando Silva volta a negar qualquer participação em esquema de propina

O ministro do Esporte, Orlando Silva, voltou a negar qualquer envolvimento em irregularidades de convênios do programa Segundo Tempo e dividiu a responsabilidade por convênios em que foram encontradas anormalidades. Em coletiva nesta segunda-feira, ele afirmou que as denúncias feitas pelo policial militar João Dias à revista “Veja”, neste fim de semana, são uma reação às auditorias ordenadas por ele aos convênios com entidades dirigidas pelo policial, ambas inadimplentes. E que os dois acordos firmados com o policial foram realizados após recomendação do então ministro e atual governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz.


Ministro do Esporte afirma que convênios irregulares ocorreram após a recomendação do então titular da pasta, o governador Agnelo Queiroz

Orlando Silva ministro dos esportes (Foto: Marcelo Parreira / Globoesporte.com)
– Ele era o ministro de estado do Esporte, eu era o secretário-executivo. Isso é uma recomendação do ministro, (que eu) recebesse uma entidade representativa de um determinado segmento que possuía um projeto social. Eu digo que é boa fé porque eu não quero crer que o governador de Brasília de hoje tivesse qualquer informação sobre a conduta dessa pessoa que fosse desabonadora, porque eu quero crer que se tivesse evidentemente ele sequer receberia essa pessoa. Eu acredito nesse sentido, quando ele propõe que seja feito um convênio, era o ministro de Estado do Esporte – contou.

Em nota, a assessoria de Agnelo disse que, no papel de presidente da Federação Brasiliense de Kung-Fu e militante do PC do B, João Dias pediu audiências como diversas outras pessoas, e que o encaminhamento dele a uma reunião com Orlando Silva foi "rotina administrativa."

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