Médico é considerado culpado pela morte de M. Jackson

Conrad Murray ouve o veredito sem reação (Foto: TMZ / Reprodução)
O julgamento de Conrad Murray terminou nesta segunda-feira,7, em Los Angeles. O médico estava sendo julgado por homicídio culposo – quando não há intenção de matar – de Michael Jackson, morto em 25 de junho de 2009, e foi considerado culpado pela morte do cantor.
O médico ficará preso, sem possibilidade de fiança, até o dia 29 de novembro, quando sairá a sentença que definirá se ele cumprirá a pena na prisão. Ele foi algemado na corte.
Os jurados eram sete homens e cinco mulheres. A deliberação durou um total de oito horas (seis horas na sexta e mais duas nesta segunda-feira, 7). A promotoria pediu ao juiz que Murray fosse enviado à prisão sem direito a fiança, alegando que ele teve dois anos para se preparar para este momento. O juiz concordou. "Não vamos nos enganar. Este caso não foi sobre má administração de remédios. Um ser humano morreu", afirmou ele.
La Toya Jackson chega ao tribunal (Foto: Reuters)Do lado de fora do tribunal uma multidão de fãs comemorou ao ouvir o veredicto. Muitos seguravam cartazes pedindo "justiça para Michael Jackson". Depois de ouvir a decisão do júri e perguntar a cada um dos jurados se aquela tinha mesmo sido a decisão tomada, o juiz elogiou o júri: "Vocês foram ótimos ao longo do julgamento. Nunca se atrasaram e sempre respeitaram todos", disse ele.
Na sexta-feira, 4, depois de mais de cinco horas de deliberação, os jurados não chegaram a um veredito e decidiram encerrar o dia de trabalho. Segundo informações da agência AP, o júri inclui um professor, um carteiro e um motorista de ônibus. Nove deles já participaram de outros julgamentos como jurados e uma mulher foi jurada em cinco. Quatro deles se declararam fãs de Michael Jackson e outros dois disseram ter assistido ao documentário "This Is It".
Promotor David Walgren (Foto: Agência/Reuters)Na quinta-feira, 3, foram apresentados osargumentos finais da defesa e da promotoria. Ed Chernoff, advogado de defesa, disse que a promotoria não conseguiu provar que houve crime e pediu que o júri não condenasse Murray apenas por Michael ser um popstar: "Isto não é um reality show".
O promotor David Walgren concluiu dizendo que Murray mentiu e enganou Michael Jackson, de quem deveria estar cuidando. "A justiça pede um veredito de culpado",disse em seu discurso final.
Testemunhos
Ao longo dos 23 dias de julgamento, a defesa de Conrad Murray tentou provar que o médico era um bom profissional, tendo levado para o tribunal vários ex-pacientes que afirmaram que Murray teria salvo a vida deles. Também na tentativa de aliviar para o médico pessoal de Michael, os advogados de sua defesa ouviram experts no uso de Propofol. Foi uma overdose desse forte anestésico que matou Jackson.
Ao longo dos 23 dias de julgamento, a defesa de Conrad Murray tentou provar que o médico era um bom profissional, tendo levado para o tribunal vários ex-pacientes que afirmaram que Murray teria salvo a vida deles. Também na tentativa de aliviar para o médico pessoal de Michael, os advogados de sua defesa ouviram experts no uso de Propofol. Foi uma overdose desse forte anestésico que matou Jackson.
Convocado pela defesa, o médico Robert Waldman afirmou em seu testemunho que era possível concluir, por meio dos registros do dermatologista do cantor, que ele era viciado no anestésico Demerol. Nos meses que antecederam sua morte, Jackson consumiu grandes e frequentes doses desse medicamento.
A insônia de Michael
Segundo Waldman, um dos sintomas de quem está viciado nessa substância é insônia, mal do qual se sabe que Jackson sofria. Murray afirmou ter aplicado Propofol em Michael para fazê-lo dormir. A enfermeira Cherilyn Lee, que trabalhou para Michael, disse no tribunal que Jackson pediu a ela que aplicasse nele um medicamento à base de Propofol.
Segundo Waldman, um dos sintomas de quem está viciado nessa substância é insônia, mal do qual se sabe que Jackson sofria. Murray afirmou ter aplicado Propofol em Michael para fazê-lo dormir. A enfermeira Cherilyn Lee, que trabalhou para Michael, disse no tribunal que Jackson pediu a ela que aplicasse nele um medicamento à base de Propofol.
Em seu testemunho, ela disse que, por desconhecer a droga, foi informar-se com um médico. Ao ser alertada sobre os perigos de se usar Propofol sem equipamentos de monitoramento por perto, Cherilyn se negou a atender o pedido do artista. O médico Nadar Kamangar, especialista em distúrbios do sono, testemunha convocada pela promotoria, classificou como"inconcebível" o uso do medicamento para tratar de problemas para dormir.
Paul White, outro especialista em Propofol convocado pela defesa de Murray, disse em seu depoimento que uma das possibilidades da morte de Jackson foi uma auto-aplicação de Propofol.

Comentários
Postar um comentário