O ex-policial João Dias foi preso ontem dia (7) em Brasília depois de invadir o Palácio do Buriti.





Conforme a investigação,  João Dias, pivô da queda do ex-ministro do esporte, Orlando Silva, tentou tomar satisfações com o secretário de governo, Paulo Tadeu.
De acordo com seu advogado, André Cardoso, Dias pretendia devolver R$ 200 mil que recebeu ontem como forma de "cala boca". Cardoso explicou que o PM só recebeu o dinheiro para poder gravar o acordo, que, segundo ele, foi registrado por um telefone celular, devidamente entregue à polícia. “Hoje ele foi devolver o dinheiro a quem ele achava que caberia”, completou o advogado, que relatou que o PM tem recebido muitas propostas para não contar o que sabe.


PM invade palácio para 'devolver' R$ 200 mil




Como Tadeu não estava no recinto, o militar teria ficado agressivo com servidores que queriam impedir sua entrada e com isto ele teria  agredido verbalmente duas servidoras do gabinete e jogou dinheiro sobre a mesa delas. 


Dias, segundo a nota, "teve de ser contido pelos seguranças, já que apresentava comportamento agressivo".diz trecho da nota.
 A seguir, foi encaminhado à 5ª Delegacia de Polícia, onde prestou depoimento.
 O Secretário Paulo Tadeu não estava no Buriti, porque ele e outras autoridades do GDF participavam de reunião com os governadores do Centro-Oeste na Residência Oficial de Águas Claras.1323352264


 João Dias,  foi autuado em flagrante por injúria, o policial ainda pode responder por lesão corporal, já que uma secretária e um PM lotado no Palácio do Buriti, que saiu da confusão com um dedo machucado.


Segundo a nota divulgada pelo governo informa que," A segurança do Palácio do Buriti abriu procedimento para apurar como se deu o acesso de João Dias ao Prédio. O Governo do Distrito Federal também vai apurar com que objetivos escusos o policial apareceu de forma despropositada no Palácio do Buriti".






 As cédulas de dinheiro que João Dias jogou sobre a mesa que segundo ele foram encaminhadas em uma pasta pelo Secretário Paulo Tadeu, serão periciadas pelo Instituto de Criminalística da Polícia Civil, que vai apurar a origem do dinheiro.

Entenda o caso

 Dias era Fundador e dirigente de duas ONGs, que recebeu R$ 2,9 milhões do Ministério do Esporte, em 2006, por meio do programa Segundo Tempo, para promover atividades esportivas e de lazer a 5 mil alunos carentes da cidade satélite de Sobradinho.


 À época, o ministro era Agnelo, sucedido por Orlando Silva. A Controladoria Geral da União constatou que os serviços não foram prestados e na prestação de contas foram anexadas notas fiscais falsas.
 O militar acabou preso por fraude, durante a operação Shaolin e foi condenado a devolver o dinheiro. Depois foi à forra, denunciando o esquema de aparelhamento político e desvio recursos na Pasta.

 No episódio de ontem, o ex-policial, foi encaminhado à 5ª Delegacia de Polícia, onde prestou depoimento, foi indiciado por desacato e liberado no início da noite.







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